Quanto custa investir no marketplace?

July 19, 2017
Equipe Skyhub

Quanto custa investir no marketplace-

Para entender quanto custa investir no marketplace, o mais indicado é que o lojista entenda a natureza de seu negócio, suas categorias de produtos e quanto está disposto a dedicar, exclusivamente, para as vendas deste canal. Essa percepção é fundamental porque não há um “valor fixo” para injetar nas vendas neste canal e porque, obviamente, empresas que pretendem se profissionalizar ali dentro tendem a injetar maiores somas para se destacar mais pelo preço em anúncios e para melhorar cada vez mais a gestão.

Um e-commerce que já tenha produtos, uma boa operação logística e cujo ramo de negócio esteja alinhado ao varejo e preparado para emissão de notas fiscais eletrônicas, por exemplo, poderá fazer uma integração manual sem investimentos iniciais e pagando apenas pelas vendas que receber. Por outro lado, uma operação de médio porte com uma boa cartela de produtos ou que pretenda estar presente e se destacar em diferentes canais (B2W, CNova, MercadoLivre, Walmart) poderá buscar soluções para uma integração e gestão automatizada, precificação de produtos e até anúncios. São formas de atrair e atender muito mais clientes.

Mesmo recursos pagos podem valer muito a pena para o lojista porque ele poderá ganhar mais profissionalismo, melhorar a visibilidade de pedidos, integrar estoque, gerenciar melhor fretes e resultados, melhorar o preço para se destacar no buy box ou pagar por ads que destaquem seus produtos dentro dos canais. Essa visibilidade e capacidade de atendimento de um grande fluxo de pedidos alavanca as vendas de tal forma que tende a pagar todos os investimentos que o seller faz para melhorar a operação. Ou seja, o retorno compensa todos os investimentos.

A questão, na verdade, é: quanto você está disposto a investir no marketplace? A resposta, claro, tende a variar conforme cada perfil de negócio.

Investimento e-commerce x marketplace

Entender quanto custa investir no marketplace requer também uma análise de quais aspectos o seller, como o varejista é chamado ao se integrar a estes canais, deverá custear.

Um bom comparativo é colocar lado a lado os custos de investir em uma loja virtual e no marketplace.

Para termos uma ideia sobre isso, segue alguns requisitos necessários para quem irá investir em um e-commerce próprio:

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  • Estoque inicial
  • Plataforma/ mensalidade da plataforma
  • Gateway de pagamento
  • Segurança (antifraude, SSL, blindagem)
  • Soluções de pagamento
  • ERP/ mensalidade do ERP
  • Marketing e agências
  • Custos operacionais e logísticos
  • Capital de giro (para vendas à prazo)
  • Recursos humanos (equipe gerencial e técnica/ SAC/contador/treinamentos) + ferramentas de gestão

Dependendo da força da marca, um e-commerce pode começar a gerar vendas, imediatamente, após sua criação e implementação. No entanto, a receita inicial gerada por ele quase sempre servirá para cobrir todos esses investimentos em tecnologia para a criação, sistematização e segurança do e-commerce. É um custo de médio a alto, mas necessário para quem pretende vender desta forma garantir eficiência e segurança na operação.

Mesmo já entrando com força nos marketplaces, grandes marcas tendem a manter, paralelamente, seus próprios e-commerces porque eles as ajudam a estreitar a relação com o consumidor, solidificando a marca e oferecendo itens diferenciados para fãs.

Já o marketplace exige outros recursos mais enxutos, uma vez que toda a tecnologia e até mesmo custos de marketing, atendimento e força de atração de clientes são bancados pelo canal. Com isso, para o lojista as necessidades são:

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  • Estoque inicial
  • Custos operacionais e logísticos
  • Recursos humanos (equipe enxuta) + ferramentas de integração e gestão
  • Pagamento da comissão por venda realizada (varia conforme canal e categoria)

A comissão por venda tem um custo pequeno, como o de um vendedor do produto que cobrasse uma pequena porcentagem pelo esforço. No caso do marketplace, além de uma remuneração, o valor arrecadado servirá para que o canal junte parte da verba das comissões para aprimorar ainda mais o seu sistema interno, a tecnologia, etc. Como são sites que já possuem aderência com o público, o retorno costuma ser imediato. Portanto, é possível entrar e, dependendo da oferta e demanda pelo produto, começar a receber pedidos em poucos minutos.

Sites de médio e grande porte e mesmo algumas marcas menores, que estejam com planos de crescimento e escalabilidade por meio dos marketplaces podem preferir profissionalizar a gestão. Estas empresas fazem outras contratações auxiliares, como a de uma integradora que as ajude a administrar pedidos em vários canais, ou em ferramentas de inteligência para gerir melhor os preços com foco em ganhar o buy box. Mesmo nestes casos, o investimento costuma compensar bastante porque estes sellers ganham maior visibilidade e recebem muito mais pedidos, sendo capazes de atendê-los com eficiência. As únicas preocupações são em considerar estes valores, assim como o da comissão, na hora de precificar o produto.

Decidindo entre os dois modelos (ou trabalhar com os dois?)

A maior vantagem acaba sendo a de trabalhar os dois modelos: e-commerce e marketplace, especialmente, para quem já possui uma loja virtual. Estes varejistas podem simplesmente expandir a visibilidade de seus produtos ao entrarem no marketplace e engajar diferentes perfis de consumidor.

Um cliente que esteja motivado a comprar uma cesta de produtos de categorias variadas poderá preferir comprá-los no marketplace e o item do varejista estará lá para impactá-lo na hora certa. Já consumidores fanáticos pela marca, que gostam do relacionamento próximo que possuem com ela, podem continuar comprando no e-commerce.

 

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